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Novo Ardor, Restaura Minha Igreja!


A via do sacrifício é um caminho de santificação que o próprio Cristo trilhou, meditamos isso de maneira muito profunda ao longo das celebrações litúrgicas da Semana Santa. Ser novo ardor é abraçar as dores do tempo presente e ser uma ponte que as une as dores de Cristo. A nossa oferta é limitada e imperfeita, mas Cristo a acolhe e faz germinar o fruto de nossa imolação por amor e como o ato de esforço necessário para que Ele faça o milagre. "João viu Jesus aproximar-se dele e disse: 'Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1, 29). Assim sendo, em linguagem análoga e didático-pedagógica, entende-se que a oblação é um dos pulmões que mantém oxigenado todo nosso corpo comunitário. Somos chamados a dar sentido e suportar com paciência e sobriedade, com esperança, os sofrimentos da vida presente (cf. Rm. 8, 18).


A origem da palavra oblação é latina, OBLATIO que significa "oferta" + OFFERRE que significa "oferecer". Oblação seria então oferecer a oferta. Função própria do sacerdote. Pelo Batismo somos chamados a participar do sacerdócio de Cristo, nos fazendo a própria oferta a ser oferecida por Suas mãos. Por si só o sacrifício de Cristo é perfeito e não requer complementação nossa, mas Ele quis nos fazer participantes da sua Paixão, Morte e Ressurreição e, por isso, o acompanhamos ao longo de todo o caminho do Calvário e renovamos essa verdade fundamental da nossa fé a cada Santa Missa, por meio da oferta do presbítero. Ele faz a oferta, mas nos unimos nossas dores a Dele, como fez a Virgem Maria.


Precisa doer no coração novo ardor, tal qual a lança que transpassou o lado aberto de Cristo, saber que existem pessoas, localidades e lacunas formativas enormes que criam caos e desordem pela falta de conhecimento e de formação humana e doutrinária que seja sadia e nutrida na fonte do autêntico Magistério, de uma experiência profunda e mitológica com a Palavra e nela com a Pessoa de Jesus Cristo e na Tradição da Igreja que nos revela a riqueza da Igreja, conservada como o verdadeiro depósito da fé.


Viver a oblação para nós é isso, não perder de vista a fé e a esperança no Cristo Ressuscitado e em seu gesto salvífico e levar os que não conseguem ainda viver contemplar esse mistério a um caminho de restauração que lhe possibilitem fazer uma experiência de liberdade interior, cura e restauração da autoimagem, a fim de encontrarem-se, e encontrando-se à Imagem e Semelhança que foram criados, encontrarem Cristo e iniciarem seu processo de conversão e contemplação do plano salvífico de Deus para sua história pessoal.


Ser novo ardor é viver a oblação todos os dias, sabendo que Deus não precisa da minha imolação, pois o Cordeiro de Deus já foi imolado, mas que Ele a acolhe com a alegria e não só isso, a multiplica e fecunda. O Senhor continuar a fazer ecoar seu grito: Novo Ardor, Restaura Minha Igreja!


Rodrigo Santos, Consagrado Novo Ardor.

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